Janethi MenezesTerapia MRE

Tira a minha alma da prisão.

“Tira a minha alma da prisão”

Salmo 142:7

Davi faz uma oração sincera: “Tira a minha alma da prisão, para que eu louve o teu nome.” Ele reconhece que há momentos em que a dor parece aprisionar a vida por dentro. Seu pedido também expressa esperança: é possível buscar amparo e caminhar em direção à restauração.

Pela neurociência, experiências ameaçadoras podem ensinar o cérebro a reagir a sinais associados ao perigo. No presente, essas respostas podem aparecer como medo, tensão ou vontade de se afastar, mesmo quando o contexto já mudou. Novas experiências de segurança podem ajudar a construir outras respostas. Isso não apaga a história nem significa que toda reação tenha uma única causa no passado.

No MRE, esse caminho pode ser acompanhado em cinco movimentos:

* Trajetória: olhar para a história e para experiências relevantes, sem presumir uma causa.
* Percepção: observar como a reação aparece no corpo e acolher o que a pessoa sente no presente.
* Padrões: reconhecer significados e respostas que talvez se repitam, como “estou sozinha” ou “preciso me calar para não perder o vínculo”.
* Redirecionamento: preparar uma resposta possível para situações semelhantes.
* Fortalecimento: cultivar os recursos, as escolhas e as práticas que a pessoa deseja sustentar.

A oração de Davi pode inspirar esta reflexão: o que hoje faz sua alma se sentir presa? Que passo pequeno, seguro e possível pode ajudá-la a recuperar espaço para escolher?

A fé pode ser fonte de esperança, e o cuidado emocional pode ajudar a compreender as reações e construir novas respostas. A história merece ser escutada, mas não precisa decidir sozinha os próximos passos.

Faça terapia.

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